Os Cenários de Risco são barreiras de segurança ativas nos monitoramentos realizados com a plataforma Dersalis. Eles analisam os dados coletados dos colaboradores em tempo real e disparam alertas quando condições fisiológicas ou comportamentais indesejadas são identificadas. Esses alertas ajudam a antecipar riscos operacionais e exigem ações corretivas, protegendo a saúde e a segurança dos trabalhadores.
A seguir, explicamos como configurar corretamente os cenários de risco, quais informações considerar no planejamento e exemplos práticos de configuração.
1. O que são Cenários de Risco?
Um cenário de risco é uma funcionalidade que permite configurar a análise de uma condição de saúde indesejada. Ele utiliza gatilhos baseados em variáveis como frequência cardíaca, movimentação, temperatura e outros indicadores para identificar comportamentos fora do padrão. Quando uma dessas condições é detectada, o sistema gera alertas automáticos que orientam ações de mitigação.
2. Planejamento Inicial
Antes de criar um cenário de risco, é fundamental entender o contexto da operação e os riscos envolvidos. Recomendamos que as respostas abaixo sejam elaboradas em conjunto com o time de saúde ocupacional:
1) Qual operação será monitorada?
Descreva a atividade e como ela é realizada.
Exemplo: “Acompanhamento dos operadores que atuam nas Pontes Rolantes da Laminação a Frio.”
2) O que está sendo detectado?
Indique a condição biológica que caracteriza o risco.
Exemplo: “Relaxamento do organismo evidenciado pela frequência cardíaca abaixo dos níveis normais durante o trabalho, sinalizando sonolência e/ou desatenção.”
3) Quais os riscos envolvidos?
Explique o impacto dessa condição.
Exemplo: “Risco moderado de desatenção, que pode comprometer o cumprimento de procedimentos e causar sonolência.”
4) Que tipo de ação pode ser tomada?
Sugira respostas possíveis à condição identificada.
Exemplo: “Intervenção com pausa, caminhada, café ou até encerramento da atividade.”
3. Exemplos de Cenários Comuns
Abaixo estão três configurações de cenários frequentemente utilizadas. As imagens demonstram como o alerta se comporta com o tempo e a gravidade.
Exposição a Temperaturas Elevadas
Esse cenário rastreia calor acima de 35 °C. Se persistir por 10 minutos, é disparado um alerta. Caso não haja normalização, alertas progressivos (níveis 1 a 5) são ativados. A partir do nível 5, ações corretivas se tornam obrigatórias para proteger a equipe.
Monitoramento de Fadiga
Baseado na predominância da atividade parassimpática. Se persistir por mais de 5 minutos, o sistema gera um alerta de intensidade 3. A cada 2 minutos, a gravidade aumenta, exigindo resposta imediata.
Detecção de Baixa Movimentação
Caso o colaborador fique parado por 10 minutos, o sistema gera um alerta de intensidade 1. A cada 5 minutos sem movimentação, a gravidade aumenta automaticamente, exigindo ações corretivas a partir do nível 4.
4. Dica de Implementação
Envolva a operação no planejamento das ações corretivas. Quando as ações são criadas em conjunto com quem está no campo, elas se tornam mais viáveis e evitam atritos que dificultam o uso da solução.


