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Estresse Térmico

Monitore os limites fisiológicos de seus colaboradores expostos a ambientes com calor ou frio extremos

Atualizado há mais de 6 meses

O estresse térmico acontece quando o corpo de um trabalhador é exposto a temperaturas muito altas ou muito baixas e não consegue mais regular sua temperatura interna de forma eficiente. Isso afeta diretamente a saúde, a concentração e a segurança durante a jornada de trabalho, especialmente em ambientes industriais com variações térmicas intensas.

A exposição ao calor ou frio afeta a frequência cardíaca e o desempenho físico e mental do colaborador. Por isso, é fundamental monitorar esses dados fisiológicos para agir antes que os sintomas comprometam a segurança e o rendimento no trabalho.


Como funciona o monitoramento na Dersalis

Durante a criação ou edição de um monitoramento, você poderá selecionar o tipo de dado que deseja acompanhar. No caso de estresse térmico, a lógica é baseada em dois cenários principais: calor e frio.

🔸 Valores de referência

Alta temperatura (calor):

  • Frequência Cardíaca (FC) ≥ 120 bpm

  • Temperatura ≥ 40 °C

Baixa temperatura (frio):

  • FC ≥ 120 bpm ou FC ≤ 60 bpm

  • Temperatura ≤ 15 °C

Para que o evento seja registrado, os valores acima precisam ser mantidos por pelo menos 10 minutos.


Variáveis configuráveis

Você pode definir:

  • O limite de frequência cardíaca

  • O limite de temperatura

  • O tempo mínimo de análise contínua

Essas configurações permitem adaptar o monitoramento à realidade térmica de cada ambiente de trabalho.


O que pode causar o estresse térmico?

Calor: dificuldade de troca de calor com o ambiente, suor excessivo, perda de líquidos e sais minerais. Esse cenário é comum em operações industriais como caldeiras, fundições, estufas, siderúrgicas e áreas com fornos ou equipamentos que geram grande radiação térmica.

Frio: vasoconstrição periférica, tremores, dificuldade de movimentação, perda de precisão. Situações típicas ocorrem em câmaras frigoríficas, galpões logísticos abertos, processos de laminação a frio e trabalhos ao ar livre em regiões de clima frio.

Outros fatores comuns: uso de EPIs impermeáveis (como macacões aluminizados), ambientes sem ventilação adequada, exposição solar direta e trabalhos realizados em áreas confinadas com baixa troca de ar. Essas condições agravam o risco tanto de superaquecimento quanto de hipotermia.


Vantagens

  • Programação de pausas conforme os dados fisiológicos.

  • Definição de limites personalizados de exposição ao calor ou frio.

  • Prevenção de acidentes causados por queda de vigilância ou concentração.

  • Apoio à gestão de riscos e ao cumprimento de normas como NR-15, ISO 7243 e ISO 9886.


Recomendações operacionais

  • Oriente seus colaboradores a fazer pausas em locais adequados (sombra ou áreas climatizadas).

  • Garanta hidratação e roupas apropriadas para o ambiente de trabalho.

Acompanhe os alertas de estresse térmico diretamente na plataforma para agir rapidamente.


Referências

  1. ISO 7243:2017 – Ergonomics of the thermal environment
    Avaliação do estresse térmico por calor utilizando o índice WBGT (Wet Bulb Globe Temperature). https://www.iso.org/standard/67188.html

  2. ISO 9886:2004 – Ergonomics—Evaluation of thermal strain by physiological measurements
    Define métodos para avaliação do estresse térmico com base em parâmetros fisiológicos como frequência cardíaca e temperatura corporal. https://www.iso.org/standard/34115.html

  3. NR-15 – Atividades e Operações Insalubres (Brasil)
    Anexo 3: trata especificamente da exposição ao calor no ambiente de trabalho.
    https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/normas-regulamentadoras/nr-15

  4. NIOSH Criteria for a Recommended Standard: Occupational Exposure to Heat and Hot Environments (2016)
    Documento técnico do CDC/NIOSH com recomendações baseadas em evidências para ambientes de calor extremo.
    https://www.cdc.gov/niosh/docs/2016-106/

  5. Kong, W. et al. (2023). Occupational Heat Stress in Industrial Environments: Assessment and Control.
    Aborda os impactos fisiológicos e estratégias de mitigação.
    https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0003687023000546

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