Um roteiro para definirmos juntos o objetivo central do seu projeto antes de definir papéis e configurações.
1. Por que começamos por aqui
Uma plataforma de gestão de risco humano pode ser usada de formas bem diferentes — como ferramenta de conformidade, de prevenção de incidentes, de produtividade, de redução de custos, ou de employer branding. Cada uma dessas leituras muda quem deve protagonizar o projeto na sua empresa, o que configurar primeiro na plataforma, e o que vamos medir juntos ao final para caracterizar sucesso.
Por isso, antes de avançar com papéis e configurações, queremos alinhar com vocês qual é o objetivo central deste projeto. Este guia existe para tornar essa conversa explícita, objetiva e rápida de revisitar sempre que for útil.
Dica: o objetivo central deste projeto será registrado por escrito, em conjunto, logo na Fase 1 (Imersão) do rollout — isso orienta o papel de cada área da sua empresa no restante do projeto.
2. Os 5 arquétipos de valor
A experiência com outras operações mostra que a maior parte dos projetos se encaixa, em algum grau, em mais de um destes perfis. O objetivo aqui não é escolher um único arquétipo, mas identificar qual é o dominante para a sua operação.
Conformidade e Rastreabilidade: evidência auditável de que protocolos, pausas ou normas foram cumpridos — típico quando há risco jurídico, autuação recente ou processo trabalhista em curso
Prevenção de Incidentes: reduzir eventos de fadiga, estresse térmico ou perda de consciência — típico quando há preocupação genuína de segurança ou histórico de acidentes
Produtividade Operacional: otimizar turnos e reduzir paradas não planejadas — típico quando há pressão por eficiência ou metas operacionais do ano
Redução de Custos: diminuir gastos com seguro, litígios e afastamentos — típico em pressão financeira ou renovação de apólice de seguro
Employer Branding / Retenção: demonstrar cuidado com o colaborador e reduzir rotatividade — típico em alta rotatividade ou dificuldade de atrair talentos
3. Roteiro de conversa — Fase 1 (Imersão)
Esta conversa deve envolver quem decidiu explorar a Dersalis na sua empresa — o patrocinador executivo ou o ponto focal do projeto — e não apenas quem vai operar a plataforma no dia a dia.
As 5 perguntas que vamos conversar juntos:
Se o piloto for um sucesso total, o que muda no dia a dia de vocês daqui a 6 meses?
Quem pediu para explorar essa solução, e por quê agora?
Existe algum evento recente — autuação, acidente, processo — que motivou essa conversa?
Hoje, como vocês comprovam que um protocolo de segurança foi seguido?
O que precisa acontecer para a diretoria aprovar a expansão para outras unidades?
Dica: não existe resposta certa ou errada aqui — quanto mais aberta e específica for a resposta, mais fácil fica identificar o arquétipo dominante da sua operação.
4. Do diagnóstico à execução: protagonistas e prioridades
Depois de identificarmos juntos o arquétipo dominante, isso ajuda a direcionar quem protagoniza o projeto na sua empresa, o que configurar com prioridade, e o que vira o critério de sucesso a ser medido ao final:
Conformidade e Rastreabilidade — Protagonistas: Segurança (SESMT), Jurídico, Operação. Prioridade: relatórios de auditoria, retenção de dados, trilha de evidência. Sucesso: resultado de auditorias antes/depois
Prevenção de Incidentes — Protagonistas: SESMT, Saúde Ocupacional. Prioridade: alertas em tempo real, cadeia de escalonamento. Sucesso: redução de eventos de fadiga/estresse térmico
Produtividade Operacional — Protagonistas: Operação, Gestão/Liderança. Prioridade: dashboards de turno, otimização de escala. Sucesso: redução de paradas não planejadas
Redução de Custos — Protagonistas: Gestão/Liderança, Jurídico. Prioridade: relatórios para seguradora, dados de sinistralidade. Sucesso: prêmio de seguro e litígios
Employer Branding / Retenção — Protagonistas: RH, Gestão/Liderança. Prioridade: programa de reconhecimento, comunicação aos operadores. Sucesso: rotatividade antes/depois
5. Como usamos este mapeamento ao longo do projeto
É normal que sua empresa se identifique com mais de um arquétipo — o objetivo é ordenar qual é dominante, não escolher apenas um e descartar os demais
Vamos registrar o arquétipo dominante por escrito, em conjunto, ainda na Fase 1, antes de fixar papéis e responsabilidades para o restante do projeto
Se surgir um evento novo durante o projeto (ex.: uma autuação, uma mudança de liderança) que muda a leitura de vocês, revisitamos este mapeamento juntos — o arquétipo dominante pode mudar no meio do caminho
6. Registro do diagnóstico
Ao final da conversa da Fase 1, registramos em conjunto: quem participou pela sua empresa e pela Dersalis, as respostas às 5 perguntas do roteiro, quais arquétipos foram identificados (com uma nota de relevância para cada um) e qual foi confirmado como dominante. Esse registro fica arquivado junto à documentação do projeto e pode ser revisitado sempre que necessário.