Por que utilizar cenários de risco com gatilhos de movimentação?
A análise da movimentação dos colaboradores tem papel fundamental na gestão da produtividade e na prevenção de riscos ergonômicos, já que métodos tradicionais de amostragem de trabalho dependem da observação humana, o que pode tornar a coleta de dados imprecisa e pouco escalável. Com isso, visa-se permitir a identificação de períodos improdutivos, somar com análise da fadiga física e mitigar distúrbios musculoesqueléticos relacionados ao trabalho, reduzindo afastamentos e otimizando processos operacionais.
1. Locais de aplicação
Onde utilizar os gatilhos de movimentação?
Ambientes que exigem um equilíbrio entre produtividade e saúde ocupacional são especialmente vulneráveis aos riscos de distúrbios musculoesqueléticos. Esses riscos surgem devido à sobrecarga física repetitiva, posturas inadequadas e à ausência de alternância entre períodos de esforço e repouso. Alguns exemplos incluem:
Condições ergonômicas precárias com alta movimentação
Como em linhas de produção, manutenção mecânica e elétrica e construção civil dentro de plantas industriais. Deve-se monitorar períodos de intensidade média a alta e repouso para identificar riscos e produtividade.
Trabalhadores que permanecem longos períodos sentados ou realizam levantamento de peso
Como operadores de máquinas como empilhadeiras e motoristas, que estão mais propensos a problemas musculoesqueléticos. Deve-se avaliar padrões de movimentação para prevenção.
Setores onde a ociosidade precisa ser controlada
Como em operações logísticas e centros de monitoramento, onde a produtividade depende da constância da atividade. Gatilhos abaixo do nível baixo ajudam a identificar momentos ociosos.
Setores com alta intensidade de trabalhos manuais
Ambientes de manutenção, movimentação de cargas e fundições, onde a alternância entre esforço e recuperação deve seguir normas de segurança.
2. Parâmetros iniciais (Default)
Como iniciar os cenários de risco de movimentação?
A plataforma permite a parametrização dos limites de intensidade para análise da movimentação, podendo ser configurada com base nos seguintes critérios:
Baixa: Atividades manuais semelhantes ao trabalho de escritório, com caminhadas leves entre momentos de pausa.
Média: Movimentos repetitivos, caminhadas de média intensidade (5 km/h), manuseio de ferramentas, como carregar e martelar instrumentos, além de subir e descer escadas.
Alta: Correr ou realizar movimentos de alto impacto.
3. Configuração de Faixas
A plataforma permite a definição de limites para monitoramento da movimentação:
Menor que: Identifica movimentação abaixo da intensidade selecionada.
Igual a: Define a intensidade exata da atividade executada.
Maior que: Indica esforço acima da intensidade selecionada.
4. Ações de segurança
Quando e como devemos tratar os incidentes gerados por gatilhos de temperatura?
A movimentação dos colaboradores gera padrões que podem ser analisados para classificar automaticamente sua intensidade. O monitoramento contínuo permite identificar esforços excessivos ou insuficientes, ajudando na prevenção de riscos à saúde e segurança no trabalho.
Movimentação baixa por tempo prolongado (Menor que Baixa)
Pode indicar risco de ociosidade.
Ações recomendadas: Estimular pausas ativas e mudanças de posição. Orientar alternância entre tarefas para reduzir impactos da postura fixa. Monitorar sinais de fadiga ou desconforto físico.
Movimentação moderada constante (Igual a Média)
Pode indicar esforço repetitivo prolongado, aumentando o risco de lesões por sobrecarga.
Ações recomendadas: Garantir intervalos de recuperação muscular. Revisar a ergonomia e a organização do posto de trabalho. Monitorar sinais de fadiga e necessidade de rodízio de atividades.
Movimentação intensa e frequente (Maior que Alta)
Pode indicar esforço excessivo e risco de exaustão física, podendo comprometer a segurança e a produtividade.
Ações recomendadas: Pausas obrigatórias para recuperação muscular. Reavaliação da carga de trabalho e do tempo de exposição à atividade intensa. Verificação do uso correto de EPIs e medidas ergonômicas.
5. Cenário de Risco na plataforma
Como iniciar a configuração de gatilhos de frequência cardíaca


Outros exemplos Aqui
6. Referências
Lee, R., James, C., Edwards, S., Skinner, G., Young, JL, & Snodgrass, SJ (2021). Evidências para a eficácia do feedback de sensores inerciais vestíveis durante atividades relacionadas ao trabalho: uma revisão de escopo. Sensores, 21(19), 6377. https://doi.org/10.3390/s21196377
Patel, V., Chesmore, A., Legner, C. M., & Pandey, S. (2022). Tendências em tecnologias vestíveis no local de trabalho e soluções para trabalhadores conectados para segurança, saúde e produtividade ocupacional de última geração. Advanced Intelligent Systems, 4(2100099). https://doi.org/10.1002/aisy.202100099
Motta, F., Varrecchia, T., Chini, G., Ranavolo, A., & Galli, M. (2024). The use of wearable systems for assessing work-related risks related to the musculoskeletal system—A systematic review. International Journal of Environmental Research and Public Health, 21(12), 1567. https://doi.org/10.3390/ijerph21121567
Gong, Y., Yang, K., Seo, J., & Lee, J. G. (2022). Wearable acceleration-based action recognition for long-term and continuous activity analysis in construction site. Journal of Building Engineering, 52, 104448. https://doi.org/10.1016/j.jobe.2022.104448