Objetivo deste artigo
Este artigo orienta o parceiro sobre quais informações devem ser coletadas do cliente antes da implantação da Dersalis/BioLink.
Use este guia para garantir que a configuração inicial, os dispositivos, os cadastros, os monitoramentos e o primeiro uso sejam preparados com base em dados corretos.
Para entender a sequência completa da implantação, consulte Passo a passo de implantação via parceiro [ADICIONAR LINK].
Regra principal
Nenhuma implantação deve avançar sem informações mínimas sobre operação, usuários, dispositivos, responsáveis e protocolo de resposta.
Coletar informações corretamente evita retrabalho, falhas de cadastro, dúvidas no primeiro uso e configurações desalinhadas com a operação real do cliente.
Quando coletar essas informações
A coleta deve acontecer após a aprovação comercial e antes de:
criar ou configurar a empresa cliente;
cadastrar operadores e gestores;
preparar dispositivos;
configurar monitoramentos;
criar cenários de risco;
configurar tratativas;
conduzir treinamentos;
iniciar o primeiro uso.
Se as informações ainda estiverem incompletas, a implantação pode até seguir em preparação, mas o primeiro uso não deve ser liberado sem os dados essenciais.
1. Dados gerais do cliente
Colete as informações básicas da empresa.
Informações necessárias:
nome da empresa cliente;
razão social, quando aplicável;
país;
idioma principal;
unidade ou local de operação;
área ou departamento envolvido;
segmento da operação;
responsável principal pelo projeto no cliente;
contatos administrativos, quando aplicável.
Essas informações ajudam a organizar a configuração, comunicação, suporte e documentação do projeto.
2. Operação que será monitorada
O parceiro deve entender claramente qual operação fará parte da implantação inicial.
Colete:
nome da operação;
descrição resumida da atividade;
local onde a operação acontece;
tipo de ambiente;
principais riscos envolvidos;
funções ou cargos participantes;
número inicial de operadores;
turno ou período de uso;
frequência de uso esperada;
data prevista para início;
objetivo principal do monitoramento.
Exemplos de objetivo principal:
acompanhar fadiga em motoristas;
monitorar esforço físico em operação logística;
acompanhar exposição térmica em ambiente industrial;
validar uso da solução em piloto inicial;
atender requisito de projeto ou contrato.
3. Escopo inicial da implantação
O escopo inicial deve ser limitado e claro.
Colete:
unidade ou área que iniciará o uso;
grupo inicial de operadores;
turno inicial;
quantidade de dispositivos;
caso de uso principal;
duração prevista do piloto ou fase inicial, se aplicável;
critérios de sucesso do primeiro uso;
responsáveis por avaliar os primeiros resultados.
Evite iniciar com escopo amplo demais. A implantação inicial deve favorecer aprendizado, estabilidade e correção rápida de problemas.
4. Lista de operadores
Colete a lista de operadores que participarão da primeira etapa.
Informações recomendadas:
nome completo;
matrícula ou identificador;
função;
equipe;
turno;
unidade;
status de participação;
observações relevantes para uso operacional.
A matrícula ou identificador precisa estar correta, especialmente quando for usada no App Dersalis para iniciar jornada.
Antes do primeiro uso, valide a lista com o cliente para evitar:
operadores duplicados;
matrícula incorreta;
operador ausente no cadastro;
pessoa cadastrada na equipe errada;
dificuldade para iniciar jornada.
5. Gestores, supervisores e pontos focais
Colete os responsáveis que acompanharão o projeto.
Informações recomendadas:
nome completo;
cargo ou função;
área;
e-mail corporativo;
telefone;
idioma preferencial;
tipo de responsabilidade;
necessidade de acesso à plataforma;
necessidade de receber notificações ou tratativas.
Separe os papéis com clareza.
Exemplos:
ponto focal do cliente;
gestor da operação;
supervisor de turno;
responsável de SSMA;
responsável de saúde ocupacional;
responsável por torre de controle;
responsável por dispositivos;
responsável por TI;
responsável por suporte local.
O parceiro deve garantir que exista pelo menos um ponto focal capaz de tomar decisões durante a implantação.
6. Responsáveis por incidentes e tratativas
Se o projeto utilizar incidentes, notificações ou tratativas via WhatsApp, o parceiro deve coletar os responsáveis por esse fluxo.
Colete:
quem receberá notificações;
telefone correto com DDI e DDD;
horário de cobertura;
turno correspondente;
tipo de incidente que será tratado;
ação esperada diante do incidente;
prazo esperado de resposta, se houver;
substituto em caso de ausência;
processo caso ninguém responda.
O WhatsApp é uma funcionalidade padrão disponível na plataforma, mas precisa estar alinhado ao protocolo de resposta do cliente.
Não configure tratativas sem responsável claro.
7. Protocolo inicial de resposta
Antes do primeiro uso, o parceiro deve entender como o cliente espera agir diante dos incidentes.
Colete:
quem acompanha os alertas;
quem contata o operador, quando aplicável;
quem decide pausa, troca de atividade ou encerramento;
quando a supervisão deve ser envolvida;
quando SSMA ou saúde ocupacional deve ser acionado;
quais ações devem ser registradas;
o que fazer em incidentes críticos;
o que fazer se houver falso entendimento ou dúvida;
como o cliente quer revisar os primeiros eventos.
O protocolo inicial não precisa ser complexo, mas precisa existir.
Se o cliente não souber como responder a incidentes, a implantação deve reforçar treinamento e alinhamento antes do primeiro uso.
8. Dispositivos e modelo de uso
Colete as informações necessárias sobre os dispositivos do projeto.
Confirme:
dispositivo escolhido;
quantidade de sensores ou smartwatches;
uso de Polar 360;
uso de Polar Verity Sense;
uso de smartwatch IS-SW1.1 da i.safe Mobile;
uso de celular Android, quando aplicável;
celular em modo totem ou celular corporativo do cliente;
responsável por aquisição, locação ou fornecimento;
responsável por carga e guarda;
responsável por suporte local;
necessidade de equipamento reserva.
Atualmente, os dispositivos homologados são:
Polar 360;
Polar Verity Sense;
smartwatch IS-SW1.1 da i.safe Mobile.
Solicitações de outros dispositivos devem ser tratadas como exceção e validadas com a Dersalis.
9. Informações sobre celular Android, quando aplicável
Esta etapa se aplica a projetos com sensores Polar.
Se o celular for disponibilizado em modo totem, confirme:
quantidade de celulares;
local de instalação ou uso;
necessidade de Hexnode;
ponto de carregamento;
responsável por guarda e carga;
quem usará o totem;
se o fluxo foi explicado ao cliente.
Se o celular for corporativo do cliente, colete:
modelo do aparelho;
versão do Android;
política de MDM do cliente, quando houver;
possibilidade de instalar o App Dersalis;
permissões permitidas;
acesso a Bluetooth;
acesso à internet;
bloqueios de segurança;
responsável de TI do cliente;
responsável pelo suporte do aparelho.
Celular corporativo só deve ser usado se atender aos requisitos mínimos definidos pela Dersalis.
10. Conectividade e ambiente técnico
Colete informações sobre conectividade e ambiente.
Perguntas importantes:
há Wi-Fi disponível no local?
será usada rede móvel?
há áreas sem sinal?
a operação exige acompanhamento em tempo real?
há bloqueios de rede corporativa?
há política de firewall ou restrição de acesso?
o Bluetooth pode ser usado normalmente?
GPS será necessário?
a operação ocorre em ambiente interno, externo ou misto?
há área classificada ou exigência de certificação?
há restrição para uso de celular?
Quando houver restrição técnica relevante, envolva a Dersalis antes de confirmar a implantação.
11. Rotina de carga, guarda e distribuição
A operação precisa saber como os dispositivos serão gerenciados no dia a dia.
Colete:
onde os dispositivos ficarão guardados;
onde serão carregados;
quem fará a carga;
quem entregará os dispositivos aos operadores;
quem recolherá ao fim do turno;
quem verifica se os dispositivos estão carregados;
o que fazer com dispositivo com problema;
se haverá equipamento reserva;
quem registra perda, dano ou substituição.
Muitas falhas no início da operação não são técnicas. São falhas de rotina.
12. Dados para configuração do monitoramento
Colete as informações necessárias para configurar o monitoramento inicial.
Informações recomendadas:
nome da unidade/operação;
grupo ou turno;
caso de uso principal;
operadores incluídos;
responsáveis pelo acompanhamento;
dispositivos usados;
cenários de risco necessários;
protocolo de resposta;
necessidade de tratativa;
necessidade de WhatsApp;
restrições ou exceções conhecidas.
Modelo recomendado de nome do monitoramento:
[Unidade/Operação] - [Grupo ou Turno]
Exemplos:
Operação Logística - Turno Dia
Motoristas - Turno Noite
13. Cenários de risco esperados
Antes de configurar os cenários, entenda quais riscos fazem sentido para o caso de uso.
Colete:
risco principal que o cliente quer acompanhar;
se há foco em fadiga ou sonolência;
se há foco em esforço físico;
se há foco em estresse térmico;
se há foco em frequência cardíaca;
se há foco em gasto energético;
se há foco em movimentação;
se há necessidade de temperatura periférica;
se há protocolo de resposta para cada risco.
Não ative cenários apenas porque estão disponíveis. Use os cenários relacionados ao caso de uso.
Para detalhes, consulte Configuração inicial de monitoramentos e cenários de risco [ADICIONAR LINK].
14. Treinamentos necessários
Colete informações para organizar os treinamentos.
Confirme:
quem participará do treinamento do cliente;
quem participará do treinamento de operadores;
idioma do treinamento;
formato: presencial ou remoto;
data e horário;
local;
quantidade de participantes;
dispositivos disponíveis para demonstração;
responsável por convocar participantes;
necessidade de material de apoio;
responsáveis por dúvidas após o treinamento.
O treinamento do cliente e o treinamento dos operadores devem ser tratados separadamente.
15. Datas e marcos da implantação
Defina os principais marcos do projeto.
Colete ou confirme:
data de entrega dos dispositivos;
data de configuração da plataforma;
data do teste técnico;
data do treinamento do cliente;
data do treinamento dos operadores;
data do primeiro uso controlado;
período de acompanhamento inicial;
data prevista para revisão da implantação;
prazo para resolver pendências.
Essas datas ajudam a evitar atrasos e desalinhamentos.
16. Pendências, restrições e exceções
Durante a coleta, registre qualquer informação que possa impactar a implantação.
Exemplos:
dispositivo ainda não recebido;
celular corporativo sem validação;
ausência de ponto focal;
lista de operadores incompleta;
conectividade incerta;
restrição de uso de celular;
exigência de certificação;
necessidade de customização;
solicitação de dispositivo não homologado;
protocolo de resposta indefinido;
dúvida sobre cenários de risco.
Pendências devem ter responsável e próximo passo.
Exceções devem ser documentadas conforme o artigo Como documentar exceções do cliente [ADICIONAR LINK].
Checklist de informações mínimas antes de avançar
Antes de seguir para configuração e preparação, confirme:
cliente identificado;
operação inicial definida;
escopo inicial claro;
lista de operadores recebida;
pontos focais definidos;
responsáveis por incidentes definidos;
dispositivos definidos;
modelo de celular Android definido, quando aplicável;
requisitos técnicos mapeados;
rotina de carga e guarda definida;
dados do monitoramento coletados;
cenários de risco esperados identificados;
treinamentos planejados;
datas principais combinadas;
pendências e exceções registradas.
O que evitar
Evite:
começar configuração sem escopo claro;
aceitar lista de operadores incompleta sem registrar pendência;
iniciar primeiro uso sem ponto focal;
configurar WhatsApp sem telefone validado;
preparar dispositivos sem saber quem fará carga e guarda;
criar monitoramento sem operação definida;
ativar cenários de risco sem protocolo de resposta;
depender de informações faladas sem registro;
deixar exceções sem documentação.
Quando envolver a Dersalis
Envolva a Dersalis quando:
houver dúvida sobre dispositivo;
houver solicitação de dispositivo não homologado;
o cliente tiver restrição técnica relevante;
houver necessidade de integração;
o cliente solicitar customização;
os cenários de risco não estiverem claros;
houver dúvida sobre protocolo de resposta;
o parceiro não tiver segurança para avançar.
Ao acionar a Dersalis, envie as informações já coletadas e destaque exatamente quais pontos precisam de validação.
Resultado esperado
Ao final da coleta, o parceiro deve ter informações suficientes para:
configurar a empresa cliente;
cadastrar operadores e gestores;
preparar dispositivos;
configurar monitoramentos;
definir cenários de risco iniciais;
organizar treinamentos;
planejar o primeiro uso;
registrar pendências;
envolver a Dersalis quando necessário.
Próximo passo
Depois de coletar as informações do cliente, siga para Como criar e configurar a empresa cliente [ADICIONAR LINK].
Resumo
A coleta de informações é uma etapa crítica da implantação via parceiro.
O parceiro deve reunir dados sobre cliente, operação, operadores, responsáveis, dispositivos, conectividade, monitoramentos, cenários de risco, tratativas, treinamentos e datas antes de avançar para configuração ou primeiro uso.
Quanto melhor a coleta, menor o risco de improviso na implantação.